
Sexta-feira, Abril 01, 2011
Tonteria

Ocaso
Da mesma forma que um dia chorei. Mansa.
Da mesma forma que um dia busquei. Perdida.
Assim mesmo ora me encontro. Partida.
Segunda-feira, Março 08, 2010
Charlotte Gainsbourg & William Dafoe - Anticristo
Ou melhor, era.
Resolvemos assistir o tão comentado filme.
Tenho que admitir que algumas cenas me perturbaram, como dizer que não?
A cena de auto-mutilação da personagem de Charlotte, e o orgasmo de sangue do personagem de Daffoe me apavoraram, de verdade.
Afora o belo trabalho de interpretação de ambos, o que supostamente era para ser filosófico - se era - não me convenceu.
Duas estrelas.
Uma por ter conseguido prender-me em frente à tela até o final do filme (Sim, eu queria ver o fim, saber como acabava a loucura).
Outra por ter-me motivado a voltar aqui e rabiscar.

Obs.: este post não é e nem tem pretensão alguma de ser uma "crítica cinematográfica"
Terça-feira, Setembro 29, 2009
Ventania
Nem consigo acreditar que o outono chegou.
antigas postagens percebo que não mudei nada.
Quinta-feira, Abril 16, 2009
Simplicidade
A resposta veio pronta: Simplicidade.
Um tanto desconcertado, meio sem entender o significado de minha resposta, pediu que eu explicasse melhor.
A diferença de idiomas é uma barreira insignificante diante da diferença cultural, eu descobri bem cedo.
Somos tão diferentes e ao mesmo tempo tão parecidos que às vezes me assusta.
Tentei explicar , mas como se explica ?
A conversa "rendeu". Foram algumas horas debatendo o assunto.
Descobrimos que nossas simplicidades, ora seja, são bem distintas.
Nossa visão do simples é mais distinta ainda.
Acredito que ele alcançou o entendimento.
Diferentes somos nós, e nosso amor.
Simples assim.
Quarta-feira, Janeiro 21, 2009
Psiu...shhhh
Deixe que eu conte meus casos, fale mal do tempo ruim, reclame da chuva
e do trânsito.
Que eu gaste uma hora inteira reclamando da minha vida chata e monótona antes de perguntar o que você tem feito, por onde anda, como vai a vida .
Deixe que eu me acostume com a luz que invade a sala e por um momento quase me cega, e que eu sei, é o seu sorriso.
Acredite quando eu digo que senti sim, a sua falta.
Que desejei não uma dezena, mas algumas centenas de vezes o abraço incondicional, a aceitação.
Não pense que me esqueci, não.
Não me queira mal por ser assim tão perdida.
Se existem caminhos nesta vida, então sempre há a possibilidade da volta.
Escute aqui, ninguém é perfeito.
E eu, bem... eu sou este poço sem fundo de imperfeições.
Mas nunca, nunca esqueci você!
Sexta-feira, Agosto 08, 2008
Florescendo...
Ao longo dos meses, dos anos, pessoas vêm e vão.
Tornam-se próximas e deixam suas marcas e depois se afastam.
Passam apenas, muitas vezes. Mas ainda assim deixam saudade.
Sem motivo concreto, sem razão aparente. Assim vieram, assim se vão.
Um sorriso bobo, um olhar contente, uma idéia compartilhada, palavras escolhidas a dedo,
para contar a história do que fora feito de toda esta gente.
Transformam-se em estatísticas nas páginas de nossas vidas.
Também eu tenho passado. Passado pelas vidas, pelos lugares.
Tenho ido, tenho ficado.
Passado.
Ouvi de alguém, hoje pela manhã:Talvez eu não tenha apenas passado!
"You bloom wherever you're planted".
Quinta-feira, Julho 31, 2008
Sol, açúcar, e afeto
Trago notícias, e elas são boas.
Com a chegada do verão e 22 dias de sol eu quase esqueci os maus bocados.
Mas durou pouco. Ontem choveu o dia todo e a previsão para o resto da semana é de chuva.
Ao menos no final de semana o sol deve retornar e com sorte a temperatura deve voltar à casa dos 30 graus.
Nem preciso dizer que não aguardo ansiosa pela chegada do outono e inverno.
Tenho planos de voltar a atualizar o blog, mas não faço idéia ainda de como ou quando.
Eu precisava ao menos agradecer as mensagens de apoio recebidas, dizer que estou bem.
Como um amigo costuma dizer, sou sobrevivente.
Sobrevivo a mim mesma todos os dias, e desta forma me reinvento e adapto às intempéries.
Assim me reconstruo, imune a algumas tristezas e surpreendentemente vulnerável a algumas outras.
Sinto falta daqui. E daí.
Da vida perfeita que nunca existiu e da mulher feliz que fui a despeito de tudo.
Do abraço sempre pronto, de abraçar sempre.
De parar pra um café sem compromisso.
De namorar o doce na vitrine da confeitaria.
De indulgir-me em açúcar e afeto.
De rir. Chorar de rir.
De balançar na rede e andar descalça.
Onde foi que esqueci de mim?
Quarta-feira, Fevereiro 27, 2008
Tempos difíceis
"-Por onde andastes??"
Tomo meu tempo, um suspiro profundo:
Tem um tempo? Eu explico.
Melhor, eu respondo. Não, na verdade, eu desabafo.
Senta aqui.
Não...mais perto. Segura minha mão?
- Ansiedade
Origem do termo grego anshein, que significa "estrangular, sufocar,
oprimir".
Estado caracterizado pelo medo, apreensão, mal-estar, desconforto,
insegurança, estranheza do ambiente ou de si mesmo.
Dia desses bisbilhotei por aqui, sorrateira. Como se uma intrusa em meu próprio ninho.
Doeu.
Como tudo nas últimas semanas.
Desculpe, não consigo conter as lágrimas, tem sido assim, dia após dia.
Querem me entupir daquelas estúpidas pilulas.
Coloridas, duas ou três delas.
Restabelecer contatos neurotransmissores.
Nomes difíceis, complicados. Mas é para o meu bem.
Recuperar o equilíbrio é importante.
O cérebro não ajuda, preguiçoso.
Quanto mais eu me esforço, mais difícil me parece.
Não consigo pensar, e quando penso, dói.
Dói o peito, dói , dói.
Comecei escondendo-me dos amigos.
Depois do marido, do filho.
- Depressão
Tristeza profunda acompanhada de sintomas físicos e afetivos, como falta de
energia, cansaço extremo e incapacidade de sentir prazer, melancolia,
irritabilidade, angústia, desesperança.
Evidente alteração da capacidade de captar, sentir e manifestar os
afetos e sentimentos.
Agora, veja só...escondo-me de mim mesma.
Nunca foi tão difícil encarar meu reflexo no espelho.
A verdade é que vim só para dizer que você é importante pra
mim.Você que tantas vezes me segurou -e ainda segura- a mão.
Você que sempre teve uma palavra generosa, um sorriso sincero, um
minuto reservado do seu tempo tão precioso só pra ouvir o que eu tinha pra
dizer. Mesmo quando o que eu tinha para dizer nem era importante.Vim pra tentar explicar, mas desisti.Só quero pedir perdão.
Perdão por ser tão fraca, tão vulnerável.Perdão porque pareço egoísta e frívola quando só o que faço é chorar e reclamar da vida e ter pena de mim mesma, e carregar esta imensa culpa que me pesa nos ombros. Não tenha pena de mim, não!! Se você me conhece sabe o quanto isso me incomoda.Obrigada pela mão amiga, o ombro disponível para as lágrimas incontidas, o afago que conforta . Desculpe a falta de jeito, o abraço desconcertado que parece na verdade querer afastar. Eu volto logo, juro. Assim que juntar meus cacos...eu volto!!
Sábado, Dezembro 29, 2007
Novos tempos
Quem acompanhou o blog desde o início sabe.
Mas é claro, tudo muda.
à medida em que percebia o número de visitantes aumentando no meu contador de visitas, passei a me preocupar mais com a estética, a apresentação, e também com a qualidade - duvidosa - de tud o que eu escrevia.
Aprendi um bocado lendo blogs alheios.
Angariei fãs, tornei-me uma.
Conquistei amigos, e descobri com surpresa, que aquela amizade era real.
Que podia ser real apesar de todas as diferenças e distâncias.
Hoje, por um motivo bobo, fiquei triste.
Mas é também verdade que nos últimos tempos tenho andado um bocado triste.
Sendo assim, dizer que hoje estou triste é redundância.
É chover no molhado.
Para quem acreditava que casamento é uma instituição falida, paguei o preço para ver:
casei-me em cerimônia, "mas sem muita cerimônia" como diz meu sábio pai.
A Bianca talvez nem de longe lembre a Bianca que iniciou o blog timidamente.
As experiências acumuladas ao longos dos meses, anos, fazem-me sentir senão mais velha (palavrinha difícil de encarar), mais calejada e vivida.
Como sempre, insatisfeita.
Mas...alto lá!!
Eu aprendi, e muito.
Estou tentando reunir forças para encarar os problemas que vão surgindo e para isso tenho me recolhido em minha concha.
Mas quero voltar a ver a luz do sol.
Então hoje, timidamente, atravesso a soleira da porta e me permito viver
a vida que eu sempre quis e nunca tive.
Timidamente, deixo para trás a minha concha e ensaio um retorno desengonçado.
Lembro-me de ter escrito uma vez que viver dói.
Deixar de viver dói ainda mais.
Estou voltando.
